A Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) conquistou, pela primeira vez, o Selo Ouro do Registro Público de Emissões, reconhecimento concedido pelo Programa Brasileiro GHG Protocol às organizações que se destacam pela qualidade e transparência na elaboração de seus inventários de emissões de gases de efeito estufa (GEE).
A certificação demonstra que a Companhia atende aos critérios mais rigorosos do programa, incluindo a apresentação de informações completas e a validação independente dos dados. O Registro Público de Emissões reúne inventários corporativos de diversas instituições e busca incentivar a mensuração, o monitoramento e a divulgação dos impactos ambientais, fortalecendo a governança climática e estimulando ações voltadas à redução das emissões.
Segundo a gerente de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Casan, Andreia Senna Soares Trennepohl, a Companhia vinha recebendo o Selo Prata nos dois últimos anos, reconhecimento pela elaboração e publicação do inventário completo de emissões. Agora, com a conquista do Selo Ouro, o relatório passou por auditoria realizada por um Organismo de Verificação e Validação (OVV) independente, acreditado pelo Inmetro, garantindo maior confiabilidade às informações apresentadas.
A gerente destaca que o reconhecimento representa um avanço importante na estratégia de sustentabilidade da empresa e reforça o compromisso da Casan em desenvolver suas atividades alinhadas à transição para uma economia de baixo carbono, mantendo o foco na prestação de serviços de saneamento de forma ambientalmente responsável.
Além de valorizar a transparência das informações ambientais, a participação no Programa Brasileiro GHG Protocol também prepara a Companhia para atender às futuras exigências do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), que prevê regras para monitoramento e controle das emissões de gases de efeito estufa.
Instituído pela Lei nº 15.042/2024, o SBCE estabelece diretrizes para limitar, acompanhar e regulamentar a comercialização de permissões de emissão no Brasil, fortalecendo a política climática nacional. Para o setor de saneamento, a legislação também incentiva a adoção de tecnologias e práticas capazes de reduzir e neutralizar as emissões, tornando a gestão ambiental um fator cada vez mais estratégico para as empresas do segmento.




