O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu manter a prisão preventiva de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro e investigado na operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master.
A decisão considerou que permanecem os motivos que justificaram a prisão, decretada em março, como a garantia da ordem pública, a aplicação da lei penal e a preservação das investigações.
A defesa de Zettel havia solicitado a substituição da prisão por medidas cautelares ou prisão domiciliar humanitária, alegando problemas familiares, incluindo questões de saúde da esposa e o nascimento recente de filhos gêmeos. A Procuradoria-Geral da República (PGR), porém, se posicionou contra o pedido.
Fachin destacou que as investigações apontam uma possível participação de Zettel como operador financeiro da organização criminosa e articulador do grupo conhecido como “A Turma”. Ele seria responsável por intermediar pagamentos ilícitos, organizar transferências e manter contato com agentes públicos e integrantes do esquema.
O ministro também rejeitou a prisão domiciliar, por entender que não foi demonstrada a ausência de uma rede de apoio capaz de auxiliar nos cuidados familiares.






