Skaf: tarifaço é reflexo da política externa de Lula
A passagem do presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, por Florianópolis, trouxe uma crítica contundente à condução do governo Lula diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Para o dirigente, a medida tem origem política e foi agravada pelo tom adotado pelo Palácio do Planalto nas relações com Donald Trump.
Na avaliação de Skaf, declarações ofensivas ao presidente americano dificultaram qualquer tentativa de negociação e deixaram o Brasil em situação diferente da de outros países, como Argentina, que não enfrentou sobretaxas semelhantes.
O presidente da Fiesp sustentou que os principais resultados obtidos até agora vieram da chamada diplomacia empresarial, e não da atuação oficial.
Graças à articulação entre empresas brasileiras e seus parceiros americanos, setores como aviação, celulose, café, carne e suco de laranja ficaram fora da lista de produtos atingidos, preservando cerca de metade da pauta de exportações para os Estados Unidos. A outra metade, porém, segue sujeita a tarifas que comprometem a competitividade da indústria nacional.
Skaf também questionou a reação do governo federal ao lançar o programa Brasil Soberano. Para ele, oferecer crédito às empresas afetadas não resolve o problema central. “É como apagar o incêndio depois que ele começou”. Sem mercado para vender, afirma, o empresário apenas troca um prejuízo por uma dívida.
As declarações expõem um embate cada vez mais evidente entre o setor produtivo e a política externa do governo Lula.
Enquanto o Planalto aposta em uma diplomacia de posicionamento político, empresários defendem uma estratégia mais pragmática, focada na preservação de mercados e empregos. No fim das contas, o tarifaço recoloca uma velha discussão: em relações internacionais, princípios e discursos têm seu peso, mas, quando afetam a economia, a conta acaba chegando às empresas e aos trabalhadores.

Em aberto
Nova pesquisa do Instituto Mapa/Jovem Pan mostra que a corrida pelas duas vagas ao Senado segue aberta, apesar da manutenção da liderança de Carlos Bolsonaro (PL). Em comparação com o levantamento de março, todos os principais candidatos oscilaram para baixo. Carlos passou de 23,4% para 20,8%; Esperidião Amin (PP) recuou de 21,9% para 18,3%; Caroline De Toni (PL) caiu de 22% para 17,8%; e Décio Lima (PT) foi de 9,6% para 7,8%. A redução generalizada indica menos uma perda individual de força e mais um eleitorado ainda distante da disputa pelo Senado, refletido também nos 19,9% de indecisos. O cenário mantém o favoritismo dos nomes mais conhecidos, mas ainda deixa espaço para mudanças até a campanha ganhar as ruas.

Índice de aprovação
A pesquisa do Instituto Mapa/Jovem Pan também fez o levantamento do grau de aprovação do governador Jorginho Mello (PL). Aponta que 74,7% dos catarinenses aprovam sua administração, contra 18,2% que desaprovam. No nível de desempenho, 65,7% classificam o governo como ótimo ou bom, enquanto apenas 10,2% o consideram ruim ou péssimo. É um patamar que transforma a aprovação em um dos principais ativos eleitorais do governador, que chega à campanha buscando converter a boa avaliação administrativa em votos para a reeleição.

Apoio
Mais de 1.000 lideranças da Grande Florianópolis participaram, na noite de quinta-feira (23), do encontro em apoio à pré-candidatura de Fábio Botelho (Podemos). O evento contou com a presença do prefeito Topázio Neto (Podemos) e da vice-prefeita Maryanne Mattos (PL), que reforçaram a parceria e o apoio ao projeto para a Capital.

Presença
A candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República será oficializada neste sábado (25), durante a Convenção Nacional do Partido Liberal, em São Paulo. Entre os nomes que marcarão presença no evento está o governador e presidente estadual da sigla, Jorginho Mello (PL), que vem sendo um dos principais articuladores do bolsonarismo no Sul do país. A expectativa da direção nacional do PL é transformar a convenção em uma demonstração de força política, reunindo governadores, parlamentares e lideranças estaduais para dar o pontapé oficial na campanha.

É método
O presidente do Novo em São José, Victor Souza, declarou apoio público a Esperidião Amin (PP) e criticou Carlos Bolsonaro (PL) nas redes sociais. São José é o domicílio eleitoral de Carlos em Santa Catarina. Em uma postagem, compartilhou notícia sobre a investigação envolvendo suposta “rachadinha” e escreveu: “Não é coincidência. É método!!”. Horas depois, publicou foto ao lado de Amin reafirmando apoio: “Os catarinenses sabem que ela jamais faltará”.





