Quem não fugiu ao debate
O Grupo ND promoveu um debate inédito na TV aberta em Santa Catarina, entre candidatos ao Senado, transmitido para todo o Brasil pela Record News e portal ND Mais. No estúdio da NDTV, em Florianópolis, estiveram Afrânio Boppré (Psol), Antídio Lunelli (MDB), Décio Lima (PT), Esperidião Amin (PP) e Jeferson Rocha (PRD). Um lugar, porém, chamou tanta atenção quanto os candidatos presentes.
Uma cadeira permaneceu vazia durante todo o debate. Era a de Carol de Toni (PL), que havia enviado representantes às reuniões preparatórias, mas decidiu não comparecer. Já a cadeira destinada a Carlos Bolsonaro (PL) sequer foi colocada no cenário. O candidato não participou da reunião que definiu as regras e havia comunicado previamente que não iria ao confronto.
As ausências não passaram despercebidas. E acabaram se transformando em um dos assuntos do próprio debate. O debate também teve momentos de tensão entre Jeferson Rocha e Décio Lima. Jeferson, que se apresenta como candidato de direita, protagonizou um dos bate-bocas e também chamou atenção ao mencionar Carol de Toni. Embora já tenha declarado que pretende dar seu segundo voto à candidata, criticou sua ausência.
A ausência, aliás, começa a ganhar dimensão própria na campanha. Debates anteriores promovidos por outros órgãos da imprensa catarinense também reuniram Amin, Lunelli, Décio, Afrânio e Jeferson, sem a participação de Carol e Carlos. E esse é um ponto que não deveria ser tratado apenas como detalhe de agenda.
Debate eleitoral não é somente um confronto entre candidatos. É um dos poucos momentos em que o eleitor pode observar, ao vivo, como cada um reage à pressão, responde ao adversário e sustenta suas posições diante do contraditório. Amin transformou essa questão em uma frase que resume bem a discussão: “Quem foge do debate foge do eleitor.”
A frase é de campanha, evidentemente. Mas o debate de ontem mostrou por que ela ganhou espaço na corrida ao Senado: enquanto cinco candidatos ocuparam o palco e se submeteram aos questionamentos, dois postulantes permaneceram fora dele.
No fim, fica uma questão que cabe ao eleitor catarinense avaliar: qual peso deve ter, na escolha para o Senado, a disposição de cada candidato para estar presente, defender suas posições e enfrentar o contraditório?

Debate da Acaert
A Acaert prepara para amanhã (22) um dos principais debates da campanha ao governo de Santa Catarina. Às 9h, Gelson Merísio (PSB), João Rodrigues (PSD), Jorginho Mello (PL) e Ralf Zimmer (PRD) estarão frente a frente em Florianópolis. Com a confirmação de Jorginho, o encontro deve ser o único debate em rádio da eleição com os quatro principais candidatos reunidos.
A dimensão da transmissão também chama atenção: pela primeira vez, a Acaert mobilizará suas 120 emissoras associadas. Serão duas horas de confronto, divididas em cinco blocos, com mediação do jornalista Moacir Pereira.

Fila de cirurgias
O TRE-SC (Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina) julgou improcedente a representação apresentada pela coligação de Jorginho Mello (PL) contra propaganda da coligação de oposição que cobra do governo estadual uma solução para a fila de cirurgias ginecológicas.
A peça afirma que a Justiça determinou a realização de 5.000 procedimentos e classifica a demora como “omissão sistêmica”. O relator, desembargador eleitoral substituto Marcelo Carlin, considerou que a propaganda se baseia em fatos reais e está dentro do espaço de crítica política.

Melhor senador
Mesmo sabendo que Carol de Toni e Carlos Bolsonaro não participariam do debate do Grupo ND, a deputada estadual Ana Campagnolo (PL) incentivou seus seguidores, horas antes, a acompanharem o encontro e escolherem “o melhor senador para nossa amada Santa Catarina”.
Participaram do debate Afrânio Boppré (Psol), Antídio Lunelli (MDB), Décio Lima (PT), Esperidião Amin (PP) e Jeferson Rocha (PRD). A publicação chama atenção porque Campagnolo, uma das principais lideranças do PL catarinense, já manifestou publicamente admiração e respeito por Amin.

Clã Bolsonaro nas urnas
A eleição deste ano terá uma presença numerosa da família Bolsonaro nas urnas. Levantamento do Congresso em Foco identificou oito candidatos ligados à família, entre eles Flávio, que disputa a Presidência, Michelle, candidata ao Senado pelo Distrito Federal, e Carlos, candidato ao Senado por Santa Catarina.

Na lista
Também estão na lista Jair Renan Bolsonaro, candidato a deputado federal por Santa Catarina; Rogéria Bolsonaro, que concorre à Câmara pelo Rio de Janeiro; Renato Bolsonaro, candidato a deputado federal por São Paulo; e os parentes mais distantes Marcelo e Valéria Bolsonaro, candidatos a deputado estadual em São Paulo.
O levantamento considera parentesco comprovado, incluindo pais, filhos, irmãos, cônjuges, tios, sobrinhos e primos. Ao todo, foram identificados seis grupos familiares com pelo menos quatro candidatos, reunindo 33 nomes. A família Bolsonaro é a maior entre eles, segundo o levantamento.







