Pesquisa Meio/Ideia: Lula lidera diante de Flávio e Michelle Bolsonaro no segundo turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança das principais simulações de voto para a eleição presidencial de 2026, tanto no primeiro quanto no segundo turno, de acordo com levantamento realizado pelo instituto Meio/Ideia e divulgado nesta quarta-feira (8).

No cenário de primeiro turno em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) representa a direita, Lula registra 40,4% das intenções de voto, enquanto o parlamentar soma 32%. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 4%; Romeu Zema (Novo), com 2,5%; Aécio Neves (PSDB) e Renan Santos (Missão), ambos com 2%; Augusto Cury (Avante), com 1,5%; Joaquim Barbosa (DC) e Cabo Daciolo (Mobiliza), com 0,5% cada. Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP) registram 0,4%, enquanto Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB) aparecem com 0,1%. Os votos brancos, nulos ou em nenhum candidato chegam a 4,1%, e 9,5% dos entrevistados afirmaram estar indecisos.

Quando a candidata do PL é a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Lula mantém os mesmos 40,4% das intenções de voto. Michelle alcança 29,4%, seguida por Ronaldo Caiado, com 7%, Romeu Zema, com 4,4%, Renan Santos, com 3,5%, Aécio Neves, com 3,2%, e Augusto Cury, com 2,5%. Joaquim Barbosa registra 0,6%, Cabo Daciolo tem 0,4%, enquanto Hertz Dias, Rui Costa Pimenta, Edmilson Costa e Samara Martins aparecem com 0,1% cada. Nesse cenário, os votos brancos e nulos somam 2,6% e os indecisos representam 5,7%.

Nas projeções para um eventual segundo turno, Lula também aparece em vantagem. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente registra 45% das intenções de voto, enquanto o senador tem 40%. Brancos e nulos correspondem a 10,5%, e 4,5% dos entrevistados disseram não saber em quem votariam.

Em uma disputa direta contra Michelle Bolsonaro, Lula mantém 45% das intenções de voto, contra 36% da ex-primeira-dama.

O levantamento ainda simulou confrontos entre Lula e outros possíveis candidatos. O presidente aparece com 45% diante de Ronaldo Caiado, que registra 37,6%; contra Romeu Zema, o placar é de 45% a 37%; frente a Renan Santos, Lula tem 45% contra 33%; e, em um eventual segundo turno contra Joaquim Barbosa, o presidente alcança 45%, enquanto o adversário soma 23%.

Na pesquisa espontânea, modalidade em que os entrevistados respondem sem receber uma lista de candidatos, Lula lidera com 32,8% das citações. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 20,3%. O ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente inelegível e em prisão domiciliar, foi citado por 1,3% dos entrevistados. Outros 33,1% disseram não saber em quem votariam.

O estudo também mediu a rejeição aos possíveis candidatos. Lula é rejeitado por 46,4% dos entrevistados, enquanto Flávio Bolsonaro registra índice de 43,4%.

Outro tema abordado foi a percepção sobre a mulher mais influente do país. Michelle Bolsonaro lidera esse levantamento com 15,4% das respostas. Em seguida aparecem a primeira-dama Janja, com 9%; a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia, com 4,5%; e a ex-presidente Dilma Rousseff, com 2,5%.

A pesquisa também avaliou os possíveis reflexos eleitorais de episódios recentes. Entre os entrevistados que afirmaram conhecer o vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro em 24 de junho, sobre divergências políticas envolvendo Flávio Bolsonaro, 64% disseram considerar as declarações totalmente verdadeiras ou mais verdadeiras do que falsas. Já 29,3% classificaram o conteúdo como mais falso do que verdadeiro ou totalmente falso.

Em relação ao caso envolvendo o Banco Master e a Operação Compliance Zero da Polícia Federal, 56,8% afirmaram ter acompanhado notícias sobre a investigação, enquanto 27,4% disseram não ter conhecimento do assunto.

Questionados sobre o impacto desse episódio nas intenções de voto, 42% responderam que o caso não altera a disposição de votar em Lula. Para 17,3%, o episódio reduz essa possibilidade, enquanto 7% afirmaram que aumenta. No caso de Flávio Bolsonaro, 36,5% disseram que a investigação não influencia seu voto; 29,5% afirmaram que diminui a chance de apoiá-lo e 6,6% disseram que aumenta.

Quando perguntados sobre quem consideram mais envolvido no caso Banco Master, 39% citaram Lula e 37,4% apontaram Flávio Bolsonaro.

A avaliação da administração federal também foi medida. Para 41% dos entrevistados, o governo é considerado ruim ou péssimo. Outros 32,5% classificam a gestão como ótima ou boa, enquanto 24,5% a definem como regular. A aprovação pessoal do presidente Lula é de 46,5%, contra 48,5% de desaprovação.

O levantamento ouviu 1.500 pessoas por telefone entre os dias 3 e 6 de julho de 2026, em todas as regiões do país. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-05628/2026.