As especulações para os ministérios de Flávio e Lula; Filiação no PL; Radar; entre outros destaques

As especulações para os ministérios de Flávio e Lula

Ainda faltam alguns dias para o segundo turno presidencial, mas, nos bastidores de Brasília, as conversas sobre a formação de um eventual novo governo já começaram. Em Santa Catarina, pelo menos seis nomes aparecem nas especulações sobre ministérios, embaixadas e cargos de primeiro escalão. Por enquanto, são apostas políticas, sem confirmações oficiais.

Em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), a lista de catarinenses inclui Esperidião Amin (PP), lembrado para um ministério ou uma embaixada; o deputado federal Fábio Schiochet (União Brasil), próximo à direção nacional do partido; a deputada Júlia Zanatta (PL), cujo nome circula para o Ministério das Comunicações; e o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (Podemos), citado para o Turismo.

Pelo lado de Lula (PT), Décio Lima é cotado para permanecer no comando do Sebrae Nacional, enquanto Gelson Merisio (PSB), ex-deputado estadual e ex-candidato ao governo catarinense, aparece nas conversas sobre o Ministério de Minas e Energia.

A disputa por espaço, porém, vai muito além dos nomes de Santa Catarina. A própria escolha do ministro da Fazenda já movimenta diferentes grupos ligados à campanha de Flávio. Entre os cotados estão Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central; Mansueto Almeida, ex-secretário do Tesouro; Marcelo Kayath, executivo ligado ao mercado financeiro; e Alexandre Bettamio, do Bank of America. As articulações envolvem economistas, representantes do mercado financeiro e aliados políticos que tentam influenciar a composição de um eventual governo.

O movimento mostra como a disputa por cargos começa antes mesmo da definição das urnas. Os nomes em circulação também revelam os interesses dos diferentes grupos que buscam espaço e influência em Brasília. No caso de Santa Catarina, a presença de políticos nas especulações pode indicar tentativas de ampliar a representação do Estado no governo federal, independentemente de quem vença a eleição.

Até o segundo turno, muita coisa ainda pode mudar. Mas, como costuma acontecer em disputas presidenciais apertadas, a montagem do governo já entrou no radar dos partidos e dos políticos que tentam garantir espaço na próxima gestão.

Movimentações em BC

O resultado das urnas já provoca movimentações para a sucessão municipal de 2028 em Balneário Camboriú. Apesar da reeleição de aliados, a prefeita Juliana Pavan (PSD) viu o deputado federal Júlio Garcia (PSD) receber apenas 934 votos na cidade. Enquanto o ex-prefeito Fabrício Oliveira (Republicanos) liderou a votação para deputado federal no município, com 20.998 votos, embora não tenha sido eleito. Já o deputado estadual Carlos Humberto (PL), apoiado pela prefeita, conquistou 16.984 votos.

Filiação no PL

O desempenho eleitoral coloca em discussão uma possível filiação de Juliana ao PL, articulada por meio do presidente municipal da sigla, Carlos Humberto. A aproximação, antes vista como uma porta aberta, agora enfrenta divergências internas. Sem um entendimento com o partido, a prefeita poderá ter pela frente, em 2028, o ex-prefeito Fabrício Oliveira, que demonstrou força eleitoral na cidade.

Radar sem armadilha

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Alesc analisa amanhã o projeto do deputado Rodrigo Fachini (Podemos) que estabelece regras de transparência para a fiscalização eletrônica de velocidade nas rodovias estaduais. A proposta prevê sinalização ostensiva dos radares, informação sobre o limite de velocidade e painéis luminosos que mostrem ao motorista a velocidade registrada pelo equipamento. Na justificativa, Fachini critica os chamados “pardais escondidos” e argumenta que a fiscalização deve ter caráter educativo e preventivo, voltado à redução de acidentes e à preservação de vidas, e não à surpresa dos condutores. “Radar não pode virar armadilha”, afirmou o deputado.

Irracionalidade

A manifestação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes sobre a derrota de Esperidião Amin (PP) na disputa pelo Senado em Santa Catarina chamou a atenção não apenas pelo tom elogioso ao senador, mas também pela referência à “irracionalidade” dos movimentos populares ao comentar o resultado das urnas.

Trajetória

Ao lembrar a derrota de Djalma Marinho em 1974, Gilmar resgatou uma observação atribuída ao ex-ministro Jarbas Passarinho e a relacionou à não reeleição de Amin. Na sequência, destacou a trajetória política do catarinense. O ministro afirmou que Santa Catarina e o Congresso Nacional perderão, a partir de 2027, a experiência política de Amin. Há ainda um elemento que torna a manifestação particularmente curiosa: Amin está entre os senadores que fizeram críticas públicas à atuação do STF e a decisões do próprio Gilmar Mendes.

Embaixadores árabes

O governador Jorginho Mello (PL) recebe amanhã, na Casa d’Agronômica, em Florianópolis, uma comitiva de embaixadores de países árabes. Participam representantes de Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Marrocos e Omã, além da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. A missão fica no Estado até quarta-feira (14) e busca fornecedores catarinenses de máquinas agrícolas, proteína animal, tecnologia e energias renováveis. A agenda inclui reuniões com Celesc, Casan, Epagri e Cidasc, além de visita ao Sapiens Parque.