Tostão que desafia o milhão; Retorno do MDB; Federação União Progressista; Misoginia; entre outros destaques

O tostão que desafia o milhão

João Rodrigues (PSD) jogou as cartas na mesa. Ao confirmar que renunciará à Prefeitura de Chapecó para disputar o governo de Santa Catarina, o prefeito não apenas assumiu um risco político considerável – ele sinalizou que o campo do centro tem projeto, tem nome e tem aliança. PSD, PP, União Brasil e MDB formalizaram uma frente que, no papel, reúne experiência, tempo de rádio e televisão e capilaridade municipal. O próprio João resumiu o desafio com precisão cirúrgica: “Campanha do tostão contra o milhão”.

A metáfora é honesta e revela a consciência do tamanho do adversário. Jorginho Mello (PL) chega à reeleição com a máquina do governo, o alinhamento com o bolsonarismo nacional e uma força política e de articulação. Mais do que isso, o governador vem trabalhando ativamente para esvaziar os partidos adversários, atraindo lideranças e prefeitos.

Na véspera do anúncio de João, 41 dos 52 prefeitos do PP estavam reunidos num evento pró-reeleição. Movimento semelhante fermenta no MDB, com deputados estaduais organizando resistência interna a uma não aliança com Jorginho.

A chapa de João nasce sob fogo cruzado de fora e de dentro. Mas subestimar essa frente seria um erro de avaliação. Esperidião Amin (PP) é o senador mais experiente do Estado, com trânsito em todas as regiões e décadas de capital político acumulado. Não é por acaso que João o definiu, na entrevista coletiva, como “o melhor senador da República”.

Carlos Chiodini representa um MDB que busca identidade própria para 2026. E João traz o histórico de uma gestão em Chapecó que ele mesmo apresenta como vitrine e que precisará mostrar ao restante do Estado nos próximos meses. A aliança também deve garantir tempo de rádio e televisão próximo ao do bloco governista, o que nivela parcialmente a disputa.

O desafio imediato, porém, não é Jorginho – é a própria base. Amin e Chiodini precisam convencer suas militâncias a embarcar num projeto que contraria uma ala significativa de cada partido. Sem unidade interna, a aliança vira vitrine sem produto. Com unidade, vira disputa real. O cenário catarinense está desenhado: direita com Jorginho, esquerda com o PT e centro-direita com João.

O tostão ainda precisa provar que vale mais do que parece. Mas pelo menos entrou no jogo e com gente que conhece o caminho.

Retorno do MDB

A entrevista coletiva que reuniu PSD, PP, União Brasil e MDB para anunciar união nas eleições e a oficialização do nome de João Rodrigues como pré-candidato ao governo, teve tom político, mas também espaço para bom humor. João brincou ao comentar o retorno do MDB, após ser preterido pelo governador Jorginho Mello como vice na chapa à reeleição: “Por sorte, vocês separaram antes do tempo. Aí eu digo: ‘Voltem para casa. Retornem para o lar’”. A fala, em tom descontraído, marcou o clima do encontro.

Estilo João Rodrigues

Questionado sobre como pretende ampliar seu reconhecimento no Estado, João Rodrigues respondeu com bom humor: “Gordinho é fácil de ser conhecido. Um gordinho e um careca, juntos, então, melhor ainda”, em referência ao senador Esperidião Amin. A resposta arrancou risos e reforçou o estilo direto do prefeito de Chapecó.

Federação

O senador Esperidião Amin (PP) e o deputado federal Fábio Schiochet (União Brasil) celebraram a oficialização da Federação União-Progressistas, selando uma aliança com validade mínima de quatro anos. Schiochet não economizou no humor ao descrever o momento: “Eu e o senador casados desde às 10h, com as devidas proclamas”. Para Amin, a federação representa um passo importante para a democracia, ao reduzir o número de legendas partidárias e unificar decisões que, a partir de agora, serão, nas palavras do senador, “legal, ética e moralmente conjuntas”.

Misoginia

O senador Esperidião Amin (PP) trouxe esclarecimentos sobre a nota publicada ontem, referente a sua posição sobre o projeto que equipara a misoginia ao crime de racismo. Amin explicou que votou a favor do destaque apresentado pelo senador Carlos Portinho, que propunha aperfeiçoar tecnicamente o texto – definindo misoginia como conduta dolosa e preservando expressamente a liberdade de expressão em manifestações artísticas, científicas, jornalísticas, acadêmicas e religiosas. A emenda, porém, foi rejeitada pelo plenário. Para o senador catarinense, a proposta tornava o tipo penal mais preciso e proporcional, harmonizando a proteção da mulher com a segurança jurídica — sem abrir brechas para interpretações abusivas.

Sapiens Parque

O Sapiens Parque participa da 3ª edição do DWX (Data World Xperience), que começou ontem e termina hoje, no Centrosul, em Florianópolis, com uma trilha exclusiva de oito painéis sobre dados e Inteligência Artificial. A Trilha Sapiens reúne lideranças de empresas do ecossistema do parque, como Certi, Softplan, Ciasc e Polícia Civil. O evento, com ingressos esgotados, é um dos principais encontros do setor no país.