O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que o atual vice-presidente Geraldo Alckmin seguirá como seu companheiro de chapa na disputa pela reeleição. Durante reunião ministerial realizada nesta terça-feira, o chefe do Executivo também anunciou a saída de 18 integrantes do governo.
O encontro marcou uma espécie de despedida para parte dos ministros, que precisarão deixar seus cargos dentro do prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral. De acordo com Lula, ao menos 14 ministros já formalizaram a decisão de sair, enquanto outros quatro devem oficializar o desligamento ainda hoje.
Essa foi a primeira vez que o presidente confirmou publicamente a permanência de Alckmin na chapa. Segundo Lula, o vice também deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para disputar novamente o cargo.
Nos bastidores, chegou a ser cogitada a possibilidade de mudança na vice-presidência. Alckmin, que já governou o estado de São Paulo por quatro mandatos, foi apontado como possível candidato ao Senado ou ao governo paulista, o que abriria espaço na chapa para negociações políticas com partidos do chamado centrão.
No entanto, o próprio vice-presidente descartou a ideia. Em conversas com aliados e com o próprio Lula, Alckmin demonstrou preferência por permanecer na posição atual, decisão que depois passou a assumir também de forma pública.
As articulações partidárias também influenciaram o cenário. O PSD, que ocupa três ministérios, optou por lançar o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como candidato à Presidência. Já o MDB, apesar de também integrar o governo, decidiu adotar uma posição de independência, com parte significativa de seus diretórios alinhada à oposição.





