O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski afirmou que prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master após deixar a Corte, em abril de 2023. Segundo ele, a atuação ocorreu no período em que retomou as atividades de advocacia.
Em nota divulgada nesta segunda-feira (26), Lewandowski esclareceu que encerrou todas as atividades profissionais na área ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assumir o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em janeiro de 2024. Na ocasião, ele afirma ter se desligado de seu escritório e suspendido o registro junto à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
“O ministro Ricardo Lewandowski, depois de deixar o Supremo Tribunal Federal, em abril de 2023, retornou às atividades de advocacia. Além de outros clientes, prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master. Ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, retirou-se de seu escritório e suspendeu seu registro na OAB, deixando de atuar em todos os casos”, diz o comunicado.
O esclarecimento ocorre após reportagem do portal Metrópoles informar que o Banco Master, então sob o comando de Daniel Vorcaro, teria pago cerca de R$ 5 milhões ao escritório ligado ao ex-ministro no período em que ele já ocupava o cargo no Ministério da Justiça.
Apesar de o nome de Lewandowski não constar como sócio de escritórios de advocacia no Cadastro Nacional dos Advogados da OAB, familiares do ex-ministro ainda aparecem como integrantes do Lewandowski Advocacia, que teve o grupo de Daniel Vorcaro como cliente.
Encontro entre Lula e Vorcaro
A manifestação de Lewandowski ocorre em meio à repercussão do caso envolvendo o Banco Master, que inclui um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Daniel Vorcaro, proprietário da instituição financeira, em dezembro de 2024. A reunião ocorreu fora da agenda oficial do presidente e contou com a participação de Gabriel Galípolo, à época indicado para a presidência do Banco Central.
Segundo informações divulgadas, o encontro teria sido articulado pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Ele solicitou audiência com o chefe do gabinete pessoal do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e chegou acompanhado de Vorcaro e do então CEO do Banco Master, Augusto Lima. Após o despacho, os três tiveram uma conversa com o presidente da República.



