Durante a cúpula do Mercosul, realizada neste sábado (20) em Foz do Iguaçu (PR), os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Argentina, Javier Milei, expuseram posições opostas sobre a atuação dos Estados Unidos em relação à Venezuela.
Lula afirmou que a América do Sul voltou a ser ameaçada pela presença militar de uma potência extrarregional e alertou que uma possível intervenção armada dos EUA na Venezuela seria uma “catástrofe humanitária” e um “precedente perigoso”. O presidente brasileiro defendeu o diálogo diplomático e disse que pretende conversar novamente com Donald Trump para evitar uma escalada de conflitos na região.
Já Milei elogiou a pressão política e econômica exercida pelo governo Trump, afirmando que ela busca “libertar o povo venezuelano”. O presidente argentino classificou o governo de Nicolás Maduro como uma ditadura e declarou apoio às ações dos EUA, incluindo a possibilidade de intervenção militar.
Nos últimos meses, Washington intensificou sanções e operações militares contra a Venezuela, alegando combate ao narcotráfico e riscos à segurança regional. A cúpula do Mercosul reuniu líderes de diferentes correntes ideológicas, evidenciando as divisões políticas sobre o tema no continente.



