Congresso Nacional sem freio; Turismo na pauta; Eleição no Sul; Vice de Jorginho; entre outros destaques

Congresso Nacional sem freio

Já não consigo mais acompanhar as sessões do Congresso Nacional sem sentir vergonha. O que deveria ser um espaço de debate, construção e representação do povo se transformou em palco de gritos, ataques pessoais e disputas mesquinhas por prestígio e sobrevivência política.

Muitos parlamentares parecem mais preocupados em garantir uma cadeira que lhes assegure foro privilegiado, holofote e poder do que em representar de fato aqueles que os elegeram.

Em vez de argumentos, o que presenciamos são cenas que lembram brigas de rua: xingamentos, empurrões e ofensas transmitidas ao vivo, transformadas em munição para engajamento nas redes sociais. A lógica é cruel – quanto mais escândalo, mais visibilidade. E o celular, mais do que ferramenta de comunicação, tornou-se a principal arma dessa guerra pela atenção. Assessores sabem bem: filmar elogios não rende, mas registrar uma briga pode garantir minutos de fama e manchetes instantâneas.

O problema é que essa escalada de virulência tem um custo real. Hoje são insultos e ameaças; amanhã, não será surpresa se o descontrole resultar em algo mais grave dentro do próprio plenário. Já passamos de uma dezena de incidentes nesta legislatura, todos alimentados pela polarização entre Bolsonaro e Lula, e pela certeza de que, muitas vezes, não haverá consequência real para quem age com irresponsabilidade.

O Congresso vive uma crise que não é apenas política, é ética, institucional e moral. O que se vê é um Parlamento pequeno diante de um país imenso, que precisa de grandeza para enfrentar seus desafios. Brigar pode gerar likes, mas não resolve os problemas do Brasil. A população, cada vez mais cansada, assiste impotente diante de disputas que parecem mais teatrais do que produtivas.

O mínimo que se espera de um representante eleito é a capacidade de dialogar, de respeitar divergências e de trabalhar em prol de quem está do lado de fora das câmeras.

Turismo na Pauta

Em Buenos Aires, participando da FIT (Feira Internacional de Turismo), o deputado Carlos Humberto (PL) liderou a missão parlamentar catarinense na promoção internacional do destino Santa Catarina. A expectativa do trade é que a próxima temporada seja ainda mais lucrativa com a vinda de turistas argentinos.

“É um trabalho sério executado pelo governo do Estado, com a ampliação de número de voos entre Argentina e Chile, por exemplo”, disse o deputado, presidente da Comissão de Turismo da Alesc. Na foto, além de Carlos Humberto, os deputados Rodrigo Minotto (PDT) e Lucas Neves (Podemos) após visitarem o parlamento de Buenos Aires.

Visitantes

O deputado Lucas Neves também reforçou que a missão na FIT, maior evento do setor de turismo na América Latina, é dar visibilidade à Serra catarinense, que aposta no turismo como motor econômico. O desafio é romper a lógica do inverno e atrair visitantes o ano todo.

Sul congestionado

A política do Sul do Estado promete fortes disputas em Criciúma na eleição de 2026. O deputado estadual Jessé Lopes (PL) deve buscar a reeleição, mas terá ao seu lado pelo menos mais duas candidaturas competitivas no município: o delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, e Guilherme Colombo, marido da deputada federal Júlia Zanatta (PL).

Ex-assessor

Além desses nomes, surge também a figura de Natan Monteiro, ex-secretário adjunto da Casa Civil. Ele tem histórico de atuação em Brasília, onde foi assessor político direto do governador Jorginho Mello na Câmara dos Deputados e no Senado. Hoje segue vinculado à Casan, embora não mais na função de diretor, e mantém proximidade com o governador, o que o credencia como um nome forte do grupo de Jorginho para disputar uma cadeira na Alesc. Com quatro nomes de peso, o cenário eleitoral na principal cidade do Sul catarinense já se desenha como um dos mais movimentados da disputa estadual.

Convergência

Enquanto o Sul do Estado vive um cenário congestionado de candidaturas para a Assembleia Legislativa, no Norte parece haver maior convergência. O deputado federal Carlos Chiodini (MDB) articulou a filiação do ex-deputado federal Rodrigo Coelho, que deve disputar uma cadeira na Câmara Federal. O movimento é interpretado como um sinal de que Chiodini não pretende concorrer novamente ao cargo, já que os dois dividiriam a mesma base.

Vaga de vice

Tradicionalmente apontado como o nome do MDB para compor uma chapa majoritária como vice, Chiodini enfrenta um novo contexto. O governador Jorginho Mello já contempla o MDB com três vagas no colegiado e, por isso, acredita que precisará escolher um prefeito bem avaliado para a vaga de vice. O nome dos sonhos do governador é o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo). Caso ele não aceite, a alternativa mais cotada é o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD), que hoje desponta como segunda opção para compor a reeleição de Jorginho.

BADESC

O governador Jorginho Mello participa nesta terça-feira (30) da sessão solene pelos 50 anos do Badesc, na Alesc, às 19h. A homenagem, proposta pelo deputado estadual Maurício Peixer (PL), reconhecerá funcionários, parceiros, empreendedores e o próprio governador pelo Pronampe SC, que ampliou crédito a pequenos negócios. Antes, às 18h, será lançado o livro “Badesc 50 Anos”, com relatos sobre o impacto da agência em enchentes, pandemia e programas de fomento.