Carol de Toni à frente; Suspensão de deputados; Isenção do IPVA; TRE julga ação; entre outros destaques

Caroline de Toni à frente no Senado

A deputada federal Caroline de Toni (PL) vive um momento de grande contraste entre projeção eleitoral e instabilidade partidária – um equilíbrio delicado que pode redefinir seu futuro político nas próximas semanas. Ela desponta como a principal força na corrida ao Senado em 2026, segundo a pesquisa Neokemp, encomendada pelo Grupo ND.

No levantamento, a deputada lidera o primeiro voto com 28,8%, seguida por Carlos Bolsonaro (26,1%) e Décio Lima (19%). Seu desempenho se confirma na soma do primeiro e segundo votos, que aponta 57% para ela, reforçando seu amplo espaço de crescimento. Com índice de rejeição baixo, de apenas 1,3%, Caroline se apresenta como candidata com grande potencial de consolidar votos secundários e conquistar eleitores indecisos.

No entanto, a consolidação da candidatura enfrenta turbulência interna no PL. A cúpula estadual e nacional do partido pretende compor a chapa ao Senado com o vereador Carlos Bolsonaro – indicação do pai – e o senador Esperidião Amin, numa aliança estratégica que deixa Caroline de fora da disputa principal.

O governador Jorginho Mello, líder do partido no Estado, tem sinalizado que “não há mais espaço” para a deputada, pelo compromisso com Amin. Essa situação cria um dilema crítico: manter-se no PL e abrir mão da candidatura ao Senado, ou migrar para outra legenda para preservar seu capital eleitoral e disputar a vaga que hoje lidera nas pesquisas.

Diante desse quadro, Caroline admitiu que poderá deixar o PL caso seja preterida. Nos bastidores, seu nome já é fortemente apontado para ser integrante do Novo, que se mostrou disposto a acolhê-la na disputa. Ela tem capital político e transcende o PL, o que reforça seu protagonismo, mesmo diante de conflitos internos.

O que está em jogo vai além de uma simples migração partidária. Caroline enfrenta um dilema estratégico que envolve identidade política, coerência com seu discurso e a manutenção de seu protagonismo na disputa estadual. A definição sobre permanecer no PL ou buscar outra legenda será determinante não apenas para seu futuro, mas também para o desenho da corrida ao Senado em Santa Catarina. Até lá, sua habilidade de negociar, consolidar apoios e manter a conexão com o eleitorado poderá ser o fator decisivo que transformará liderança em resultado concreto nas urnas.

Conselho de Ética

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara ouviu os deputados acusados de conduta incompatível com o decoro parlamentar na ocupação da Mesa Diretora, em agosto. Além de Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC), devem ser ouvidas testemunhas indicadas pelo relator, Moses Rodrigues (União-CE), e pelos deputados em análise. Van Hattem e Zé Trovão respondem por obstrução à cadeira do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), enquanto Pollon por sentar na cadeira do vice-presidente. A medida pede a suspensão cautelar dos três por um mês.

Isenção do IPVA

O Plenário do Congresso Nacional promulgou a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que isenta veículos terrestres com 20 anos ou mais de fabricação do pagamento de IPVA. A PEC 72/2023, de autoria do senador Cleitinho (Republicanos-MG), altera o artigo 155 da Constituição para proibir a cobrança do imposto sobre carros de passeio, caminhonetes e veículos de uso misto que tenham mais de duas décadas de uso. A PEC também estende a regra para micro-ônibus, ônibus, reboques e semirreboques. A medida deve beneficiar especialmente os Estados que ainda não preveem a isenção, como Santa Catarina.

Homenagem

O Hospital Baía Sul, em Florianópolis, inaugurou um espaço cultural que leva o nome da delegada Lucia Maria Stefanovich, referência nacional na segurança pública e pioneira no país. O local será dedicado a projetos de humanização e musicoterapia e abrigará o piano Fritz Dobbert (1972) que pertenceu à delegada. Lucia morreu em 2017, após quase um ano de internação no hospital. Primeira delegada e primeira mulher a assumir uma secretaria de Segurança Pública no Brasil, Lucia foi reconhecida por sua coragem, inteligência e sensibilidade.

Comenda

Dom Onécimo Alberton foi um dos homenageados com a Comenda do Legislativo Catarinense, maior honraria do Parlamento estadual. O nome do sacerdote foi uma indicação do presidente da Alesc, deputado Julio Garcia (PSD). Nascido em Orleans, em 1965, Alberton é licenciado em filosofia, bacharel em teologia e mestre em teologia espiritual. Ordenado presbítero em 1992, exerceu funções como pároco e reitor de seminário. Nomeado bispo de Rio do Sul em 2014, Alberton atua desde 2023 como bispo auxiliar e vigário geral da Arquidiocese de Florianópolis, além de desempenhar funções na CNBB.

Despedida

Morreu ontem, aos 78 anos, Claudino de Nadal, pai do deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Mauro de Nadal. Figura conhecida em Cunha Porã, Claudino era respeitado pela trajetória de trabalho e pela forte ligação comunitária construída ao longo de décadas. O corpo será velado na Igreja Católica de Cunha Porã, com culto às 9h, seguido de sepultamento no cemitério da comunidade. Familiares, amigos e lideranças políticas manifestaram pesar pela perda.

Biguaçu

O Pleno do TRE-SC julga hoje a Ação de Investigação Judicial Eleitoral movida pela coligação “O Povo pelo Povo” contra o prefeito reeleito Salmir da Silva, o vice-prefeito Alexandre Martins de Souza e outros servidores da Prefeitura de Biguaçu. O processo apura suposto abuso de poder político e condutas vedadas durante evento no Dia do Idoso, em 1º de outubro de 2024, com mais de 1.000 pessoas e anúncios de emenda de R$ 800 mil.

Inelegibilidade
Em primeira instância, apenas a coordenadora do Centro de Convivência do Idoso – local do evento –, Claudia Brehm Luiz, foi condenada a oito anos de inelegibilidade por abuso de poder político, enquanto os demais foram absolvidos por falta de provas. O Ministério Público Eleitoral reconheceu abuso também para Salmir e Alexandre, com cassação de registros e diplomas, mas sem inelegibilidade. O julgamento no TRE-SC definirá se os registros do prefeito e do vice serão mantidos ou cancelados, mantendo a condenação de Claudia.