A bancada do PL em transição
A maior bancada da Assembleia Legislativa de Santa Catarina já começou a mudar – e deve chegar bem diferente à legislatura de 2027. O PL, que cresceu embalado pela onda de 2022, vive agora um processo relativamente natural de reorganização, misturando reeleições, projetos mais ambiciosos, trocas partidárias e despedidas definitivas do parlamento.
Entre os nomes consolidados, Ana Campagnolo deve disputar a reeleição. Ela segue como um dos principais rostos do bolsonarismo em Santa Catarina, com forte presença nas redes sociais. Jessé Lopes, no mesmo campo ideológico, também deve buscar novo mandato, mantendo o perfil que o projetou na política. Marcius Machado permanece no jogo, sustentado por uma atuação focada em pautas regionais, assim como Oscar Gutz, que aposta na continuidade do trabalho legislativo bem estabelecida.
As mudanças mais claras, porém, vêm de quem não estará na disputa. Sargento Lima já indicou que não tentará a reeleição e deve mirar a Câmara dos Deputados, abrindo espaço para novas lideranças dentro da bancada. Maurício Eskudlark, por sua vez, encerra um ciclo longo na Alesc ao confirmar que não será candidato.
Há ainda os casos de deputados que migraram para o Executivo municipal. Massocco e Soratto se elegeram prefeitos, reforçando a leitura de que a bancada do PL também funcionou como uma espécie de incubadora de quadros competitivos fora da Alesc. São saídas que diminuem o tamanho imediato da bancada, mas ampliam o alcance territorial do partido.
O tabuleiro partidário também se mexe. Nilso Berlanda já deixou o PL e foi para o PSD. Carlos Humberto tem mudança encaminhada para o mesmo partido, e Ivan Naatz aparece como possibilidade no mesmo caminho. O PSD, claramente, tenta ocupar espaços deixados pela reconfiguração liberal.
No fim das contas, o PL catarinense entra no ciclo eleitoral de 2026 com menos apego a nomes e mais abertura a novos perfis. A bancada que simbolizou força numérica em 2023 tende a ser, em 2027, menos homogênea, mais renovada e com outro desenho político. A transição já começou – e não será silenciosa.

Revisão
A revisão da Planta de Valores Genéricos de São José será debatida e votada em 2026, após consenso entre Executivo e Legislativo. A decisão foi definida após conversa entre o prefeito Orvino Coelho de Ávila e o presidente da Câmara, Matson Cé (foto). O projeto busca atualizar o valor venal dos imóveis, sem revisão desde 1999, com critérios justos para o cálculo do IPTU. Vereadores destacaram que a proposta promove justiça tributária, reduzindo o impacto sobre imóveis de menor valor. O prefeito ressaltou que a decisão demonstra maturidade política e reforça o trabalho conjunto entre os Poderes.

Compromisso
O BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) assinou um termo de compromisso junto ao Codeplan (Consórcio de Desenvolvimento Econômico do Planalto Norte) para elaborar o estudo técnico para viabilizar estruturação e melhorias na iluminação pública, por meio de PPP (Parceria Público-Privada) para a região da Associação dos Municípios do Planalto Norte. As cidades poderão alcançar uma melhora significativa, inicialmente na iluminação pública, e, depois, em outras áreas essenciais, como internet, câmeras e soluções tecnológicas.

Pegou mal
A Havaianas entrou no centro de uma polêmica política após lançar campanha estrelada por Fernanda Torres, na qual a atriz fala sobre começar 2026 “com os dois pés”. Parlamentares e lideranças da direita interpretaram o discurso como um recado ideológico em um contexto de pré-ano eleitoral. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro criticou a escolha da atriz e anunciou boicote à marca, gesto repetido pela deputada federal Bia Kicis (PL). Já o senador Cleitinho (PL) classificou a ação como um “tiro no pé”, ao avaliar que a empresa politizou sua comunicação. A controvérsia ganhou força nas redes sociais, com apelos públicos por boicote ao produto.

Banco Master
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou que pretende recolher assinaturas, após o recesso parlamentar, para a criação de uma CPI destinada a investigar denúncias envolvendo o Banco Master. No centro da controvérsia está um contrato estimado em R$ 129 milhões com o escritório da família do ministro do STF Alexandre de Moraes. Segundo Vieira, o valor estaria fora dos padrões do mercado da advocacia e levantaria suspeitas sobre eventual atuação do magistrado em favor do banco. As informações divulgadas são gravíssimas e exigem apuração rigorosa.



