Praia Brava, em Itajaí, está 100% própria para banho pela 1ª vez em 2026

Pela primeira vez em 2026, a Praia Brava, em Itajaí, está totalmente liberada para banho. Conhecida pelas águas claras e pelas boas condições para o surfe, a praia teve seus três pontos de monitoramento classificados como próprios, segundo o mais recente relatório do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA).

A última vez em que todos os pontos apresentaram condições adequadas havia sido em 29 de dezembro, no relatório final de 2025. De acordo com o boletim divulgado na sexta-feira (6), as análises indicaram níveis satisfatórios de bactérias em toda a extensão monitorada da praia.

O ponto considerado mais crítico ao longo do ano — localizado em frente à Rua Martim Pescador, próximo ao posto de guarda-vidas — vinha registrando resultados impróprios nas quatro semanas anteriores, mas apresentou melhora significativa e agora está liberado para os banhistas.

As coletas que embasaram o relatório foram realizadas no dia 3 de fevereiro e correspondem ao período entre 2 e 6 de fevereiro.

Balneabilidade em Santa Catarina

Apesar do avanço observado na Praia Brava, o cenário geral da balneabilidade em Santa Catarina apresentou apenas uma leve variação. Dos 260 pontos monitorados em todo o Estado, 170 estão próprios para banho, o equivalente a 65,38%.

Na semana anterior, o levantamento apontava 169 pontos adequados (65%) e 91 impróprios, ou seja, houve um acréscimo de apenas um ponto próprio no comparativo semanal.

Em Florianópolis, a situação também melhorou discretamente. A capital passou de 61 pontos próprios (69,32%) para 63 (71,59%) entre os 88 locais monitorados.

Critérios de avaliação

A classificação da balneabilidade leva em conta a presença da bactéria Escherichia coli. Conforme as normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), a água é considerada própria quando 80% das amostras das últimas cinco semanas apresentam, no máximo, 800 unidades da bactéria por 100 mililitros.

Já o ponto é considerado impróprio quando mais de 20% das amostras ultrapassam esse limite ou quando a coleta mais recente registra mais de 2 mil unidades, situação que indica risco imediato à saúde, como dermatites, conjuntivites e infecções gastrointestinais.