Crise no Rio; Movimento Pró-Ferrovias; Balonismo em SC; MDB e João Rodrigues; entre outros destaques

Mobilização diante da crise no Rio

A megaoperação policial do Rio de Janeiro, que resultou em mais de 100 mortos, escancarou o colapso da política de segurança pública do Estado. Territórios dominados por facções criminosas seguem sem controle estatal efetivo, e a escalada de violência evidencia que respostas pontuais, ainda que massivas, não resolvem o problema estrutural do crime organizado.

A decisão de governadores de centro-direita, entre eles Jorginho Mello, Romeu Zema (MG), Eduardo Leite (RS), Ratinho Júnior (PR) e Mauro Mendes (MT), de organizar uma comitiva ao Rio, hoje, é um movimento político calculado. Sob o discurso de solidariedade e cooperação, há também a intenção de marcar posição diante do governo federal, que tem evitado autorizar o uso das Forças Armadas em ações de segurança interna. Ao se colocarem como defensores da “lei e da ordem”, esses líderes tentam ocupar um espaço de protagonismo nacional em meio à crise.

O gesto, porém, merece reconhecimento: mostra disposição para oferecer apoio concreto ao governo do Rio, com propostas de intercâmbio de recursos humanos e inteligência policial. A iniciativa indica que os estados estão dispostos a assumir responsabilidades que transcendem fronteiras partidárias e geográficas, reforçando a necessidade de integração entre unidades federativas no combate ao crime organizado.

Ainda assim, é preciso cautela. A mobilização não pode se limitar à simbologia ou pressão política: deve se traduzir em ações coordenadas e contínuas. Enviar policiais, compartilhar inteligência e fortalecer políticas sociais nos territórios vulneráveis são passos essenciais, mas só terão efeito se houver um plano nacional que alinhe União, estados e municípios.

O Rio de Janeiro vive um momento crítico que exige mais do que gestos isolados ou discursos. A iniciativa dos governadores é positiva e necessária, mas só trará resultados reais se for acompanhada de cooperação contínua, planejamento estratégico e compromisso efetivo do governo federal.

Integração Logística

O Movimento Pró-Ferrovias, que reúne entidades empresariais e setoriais de Santa Catarina e do Sul do país, promove no dia 14 de novembro, em Chapecó, o 2º Simpósio da Integração Logística do Sul. O evento integra a programação da Fetranslog 2025 e reunirá lideranças empresariais, políticas e especialistas para debater a importância da logística integrada e o papel estratégico do agronegócio do Oeste catarinense e da região Sul. Durante o encontro, será entregue a 2ª Carta do Movimento Pró-Ferrovias às autoridades presentes. As inscrições são gratuitas.

Balonismo

A deputada federal Geovania de Sá (PSDB) ainda comemora a nova regulamentação do balonismo aprovada pela Anac, que evita a paralisação das atividades e salva o turismo no Sul de Santa Catarina. A medida assegura a continuidade dos voos em Praia Grande, a Capital dos Canyons, preservando centenas de empregos e a principal atração turística da região. A articulação da parlamentar foi vista como determinante para o setor ganhar segurança jurídica e tempo para adaptação.

Infeliz

O presidente estadual do MDB, deputado Carlos Chiodini, respondeu às declarações do prefeito João Rodrigues (PSD) e afirmou ter considerado “infeliz” a fala do colega. Rodrigues afirmou que o MDB “cometeu um erro grave” e questionou a coerência da sigla. Chiodini disse que sempre tratou o prefeito com respeito e lembrou que o MDB participa do governo Jorginho Mello e que, por isso, é natural apoiar o governador em 2026: “O MDB não perdeu prefeitos, está se fortalecendo e atraindo novas lideranças”.

Coerência

Carlos Chiodini também rebateu as críticas sobre coerência política e citou o próprio PSD como exemplo de contradição. Lembrou que, em 2021, o partido comandava a Casa Civil no governo de Carlos Moisés e, meses depois, lançou candidatura própria. “É incoerente falar em coerência participando do governo Lula com três ministérios”, ironizou. O PSD tem três ministros: Carlos Fávaro (Agricultura), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e André de Paula (Pesca). O deputado disse preferir “cada um cuidando do seu quadrado” e destacou que o MDB segue unido em torno do projeto de Jorginho Mello.